Animação Missionária

Os salesianos, por vontade do seu Fundador, estão "intimamente solidários com o mundo e com a história", "anunciam o evangelho aos povos que o não conhecem", estão "abertos à cultura dos povos, às necessidades dos jovens e dos ambientes populares", participando, desse modo, no empenho e testemunho da Igreja a favor da justiça e da paz" (CC 6, 7 e 33).

Conheça melhor o Voluntariado Internacional Salesiano neste link.

Dom Bosco missionário

Aos nove anos de idade, Joãozinho Bosco teve um sonho que marcou toda a sua vida. Nele sentiu-se convidado a colocar a sua vida ao serviço dos rapazes mais necessitados. Desta ou daquela maneira, Deus indicava-lhe no sonho o convite a ser missionário. Demorou vários anos a compreender o que Deus queria da sua vida; porém, finalmente compreendeu.

Itinerário missionário de Dom Bosco

Depois do sonho dos nove anos, Joãozinho começou a trabalhar com os rapazes da aldeia. Aproveitava as tardes dos dias festivos para recordar, sobretudo aos que não tinham ido à igreja, as coisas mais interessantes que tinha escutado. Para que viesse mais gente, aletrnava as suas explicações com jogos atractivos de magia e malabarismo. Quando era estudante em Chieri, fundou uma espécie de grupo missionário chamado “sociedade da alergia”. E já no seminário de Chieri ouviu falar das façanhas dos grandes missionários da história de Igreja. Também se comentavam as notícias de novas congregações missionárias que tinham nascido depois da Revolução Francesa. Dom Bosco seminarista e jovem sacerdote pensou muito seriamente em deixar tudo e partir para as missões a sério (nos franciscanos ou oblatos). Os conselhos do seu director espiritual, padre Cafasso, e outras indicações levaram-no a permanecer em Turim. Com o andar do tempo foi descobrindo que também nas ruas das cidades e aldeias de Itália havia muito trabalho para fazer e muitas pessoas esperavam a chegada do “missionário”. João Bosco, sendo ainda menino, participou em algumas “missões populares”. Precisamente numa delas, celebrada em Butigliera de Asti, conheceu o seu primeiro amigo, padre Calosso. E nessa altura, a ideia das missões populares ficou-lhe gravada. E quando sacerdote usará esse modelo pastoral com um estilo eminentemente missionário. Saindo de Turim, Dom Bosco e os seus rapazes percorriam as aldeias de Monferrato. Servindo-se da banda, o teatro e a liturgia (eucaristia e confissão), era portador de alegria a muitas paróquias. Estes ”passeios outonais” fizeram muito bem às povoações e conseguiram fama e vocações para as obras de Dom Bosco. Muitas delas missionárias (Variara, Fagnano, Lasagna). Dom Bosco não pôde ir para as missões, mas a recordação do primeiro sonho que teve aos nove anos, foi-lhe indicando os passos na sua vida. Abriu os olhos e descobriu que devia ser “missionário dos jovens”. E foi de modo maravilhoso. Tanto que dedicou a sua vida e fundou a Congregação e a Família Salesiana ao serviço desses jovens. Muitos grandes missionários “de verdade”, ao conhecerem a obra de Dom Bosco, compreenderam que a educação era uma chave muito poderosa de evangelização. E que o estilo salesiano era muito bom. Assim, Daniel Comboni e o cardeal Lavigerie falaram várias vezes com Dom Bosco para que aceitasse obras educativas em África. Porém, não ser nesse tempo. Era preciso esperar. Dom Bosco tinha outros planos. Um novo sonho missionário de verdade, indicou-lhe o lugar. Depois de investigar quem eram aqueles indígenas que apareciam no seu sonho, voltou os olhos para o Sul da América. Assim, no dia 11 de Novembro de 1875, partiu a primeira expedição missionária salesiana para a Argentina. Imaginemos o enorme custo em pessoal e em dinheiro que exigiu esta expedição. No entanto, como Dom Bosco era corajoso e decidido, quando Deus lhe ordenava alguma coisa, não pensou duas vezes. Desde 1875 até 1887, poucos meses antes de falecer, (31.01.1888), Dom Bosco enviou uma expedição em cada ano: Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Equador… Além de serem missionários dos jovens nos novos países onde chegavam, os salesianos descobriram a importância de serem missionários das classes populares, especialmente, naqueles primeiros anos, dos imigrantes italianos. Mas isto não bastava. Dom Bosco e os salesianos conseguiram os seus objectivos quando, por fim, puderam tomar contacto com os índios da Pampa e da Patagónia. Então eram “missionários ad gentes”. E, sem medo de enganar-se, podia dizer-se que a Congregação salesiana era uma congregação missionária. O êxito e a novidade destas missões provocaram uma avalanche de cartas para Turim. De muitos lugares de África, América, Ásia e Oceânia foram chegando propostas de fundação para que os salesianos fossem.

Os salesianos, uma congregação missionária

Podemos notar uma cronologia curiosa. Em 1875 os missionários salesianos chegaram à Argentina. Durante 50 anos, a América será o foco principal do seu apostolado missionário. Por volta de 1925, sem deixar a zona americana, a Ásia tornou-se nova terra de missão. Finalmente, a partir de 1978, a África é o novo continente missionário. Nuns tempos em que alguém poderia pensar que já não há missionários, aconteceu on grande milagre: em apenas vinte anos, os salesianos passaram de dez países africanos a mais de quarenta. Deste modo, ainda que os salesianos não tenham nascido com carácter específico de missionários, o tempo e a história constituíram-nos em congregação missionária de facto. A Família Salesiana está presente em 134 países de todo o mundo. A chama missionária continua viva. Os tempos mudaram. Já não enviamos apenas salesianos e salesianas. Toda a Família Salesiana participa nestas expedições.

A Família Salesiana é missionária

É curioso, os salesianos e salesianas não foram sempre os primeiros a chegar a alguns países. Dom Bosco era muito popular: graças à sua campanha a nível internacional, era conhecido e querido em muitos países. Estes amigos foram organizados pelo próprio Dom Bosco com o nome da Cooperadores Salesianos. Com frequência eram os Cooperadores os que escreviam a Dom Bosco pedindo “missionários salesianos”. Estes Cooperadores preparavam o terreno, falavam com as autoridades, procurava arranjar dinheiro necessário, pagavam a vigem a partir da Itália… Numa palavra, eles próprios eram “missionários”. Hoje em dia este trabalho foi reconhecido oficialmente. Existe um vasto e amplo movimento à volta da figura de Dom Bosco que se cama Família Salesiana. A Família Salesiana é formada por trinta grupos reconhecidos e muitos outros esperam vir a ser. Embora sejam diferentes, todos coincidem em ser “missionários” dos jovens, das classes populares, da devoção a Maria Auxiliadora, do carisma de Dom Bosco. Mais ainda, alguns deles têm expressamente o nome de missionários no título oficial da sua Congregação. Assim, por exemplo, as Irmãs Missionárias de Maria, Auxílio dos Cristãos.

Estrutura de Animação

Em cada Província há um Delegado Provincial que anima e coordena, por sua vez, esse espírito nas Obras Salesianas da Província, envolvendo os jovens e a Família Salesiana, mediante a celebração de datas e acontecimentos missionários, como a campanha da semana missionária salesiana anual, a Jornada Missionária Mundial, a campanha contra a fome e outras campanhas concretas em situações especiais.

Características

• acentua, na pastoral juvenil, a opção prioritária pela primeira evangelização através do testemunho de vida, o anúncio explícito de Jesus Cristo, o sentido da universalidade da igreja; • mobiliza todas as instâncias educativas e pastorais típicas do nosso carisma para sustentar a obra de "paciente evangelização e fundação da Igreja"; • qualifica a pastoral juvenil conferindo-lhe um horizonte, uma finalidade e uma sensibilidade especiais no tocante à dimensão universal da práxis eclesial; • ilumina o caminho de educação à fé e de iniciação à espiritualidade juvenil salesiana mediante a proposta de metas, objetivos, atitudes e experiências missionárias capazes de reconduzir os jovens às raízes da fé e fazer-lhes perceber o significado e a alegria da doação pelos outros; • abre o coração dos jovens e das comunidades aos grandes problemas da humanidade e desenvolve neles a capacidade de diálogo com outras culturas, religiões e grupos humanos que pertencem a minorias étnicas; • suscita nos jovens o ardor da fé, que os transforma em testemunhas e anunciadores dignos de fé, provocando neles uma forte interrogação sobre o próprio estilo de vida, e sobre a sua capacidade de se empenharem: o no voluntariado e nos grupos de animação missionária; o no acolhimento e na educação das pessoas que provêm de raças, fé e cultura diferente, dos imigrados e dos refugiados, dos jovens que estão em perigo e que não são acompanhados; o na evangelização daqueles que não conhecem ainda Jesus Cristo e estão à espera do primeiro anúncio da salvação.

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Marcações: Missões, Voluntariado

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